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Revista Bang!
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RUBEN BRANDT, COLECCIONADOR – Cinema BOLD

Uma aventura acrobática e descontraída pelo mundo da pintura e psicoterapia, que desafia a categorização fácil e deve ser celebrada por todos os fãs de animação para adultos. L . A . T IMES

RUBEN BRANDT, UM FAMOSO PSICOTERAPEUTA, É OBRIGADO A ROUBAR 13 QUADROS DE MUSEUS PRESTIGIADOS DE TODO O MUNDO E DE COLECÇÕES PRIVADAS PARA PREVENIR QUE SOFRA COM TERRÍVEIS PESADELOS, RESULTANTES DE MENSAGENS SUBLIMINARES QUE RECEBEU EM CRIANÇA. NA COMPANHIA DE QUATRO DOS SEUS PACIENTES, ELE E O SEU GRUPO DE LADRÕES ATACAM REGULARMENTE E COM GRANDE SUCESSO: O MUSEU DO LOUVRE, O TATE, A GALLERIA DEGLI UFFIZI, O HERMITAGE, O MUSEU DE ARTE MODERNA… “O COLECCIONADOR” DEPRESSA SE TORNA NO CRIMINOSO MAIS PROCURADO DO MUNDO.
BANDIDOS E CAÇADORES DE PRÉMIOS PERSEGUEM-NO MUNDO FORA, ENQUANTO A RECOMPENSA PELA SUA CAPTURA VAI AUMENTANDO, APROXIMANDO-SE DE CEM MILHÕES DE DÓLARES. UM CARTEL DE COMPANHIAS DE SEGURO ENCARREGA MIKE KOWALSKI, UM DETECTIVE PRIVADO E PERITO EM ROUBOS DE OBRAS DE ARTE, DE RESOLVER O CASO DE “O COLECCIONADOR”.

“Ruben Brandt, Coleccionador”, um filme de Milorad Krstić, é uma obra de fantasia visualmente excepcional. Independentemente de onde veio a inspiração – drama, fantasia, acção-aventura, policial, mistério, um filme inteiro, uma cena ou apenas uma personagem – Krstić tentou incluir o máximo de referências que conseguiu em “Ruben Brandt, Coleccionador”, para homenagear as obras de cinema e de arte de que mais gosta.
Ingmar Bergman, Luis Buñuel, Charlie Chaplin, Sergei Eisenstein, Federico Fellini, Alfred Hitchcock, John Huston, Stanley Kubrick, Akira Kurosawa, Auguste Lumière, Louis Lumière e Georges Méliès estão entre os realizadores cujo legado teve um grande impacto em Milorad. Não admira que o próprio título contenha dois artistas famosos: é uma combinação de Rubens e Rembrandt.

 

 MILORAD KRSTIC

MILORAD KRSTIĆ é um artista da Europa Central que nasceu em Dornberk, na Eslovénia, em 1952. Tirou o
curso de Direito na Universidade de Novi Sad, na Sérvia. Desde 1989, vive e trabalha em Budapeste, na
Hungria, enquanto pintor e artista de multimédia. Mergulhou em diferentes campos de artes visuais
através de pintura, desenho, escultura, documentários, cenografia, fotografia, CD-ROM interactivo, etc.
Pela sua primeira curta-metragem animada, “My Baby Left Me”, foi galardoado com um Urso de Prata, em
1995, no Festival de Cinema de Berlim. Pelo CD-ROM interactivo “Das Anatomische Theater”, venceu o
prémio MIFA de Melhor Projecto Interactivo, em Annecy, em 1999.

MILORAD KRSTIC
MILORAD KRSTIC

Lembro-me de quando olhei pela lente de uma câmara pela primeira vez. Conseguia focar uma flor, no campo, de modo a que tudo o que estivesse à frente ou atrás dela ficasse desfocado. A imagem nítida, separada do plano de fundo, era ainda mais entusiasmante que a mesma flor vista a olho nu, em que tudo era nítido: a flor, a vegetação que a rodeava e o campo inteiro. Foi assim que aprendi, muito antes do meu fascínio por galerias de arte e cinemas, que o mundo, quando pintado ou visto através de uma lente, pode ser mais poderoso que a realidade. A pintura e o cinema, para mim, são as formas de arte mais significativas e foi por esse motivo que baseei este filme nelas.

O filme baseia-se em duas camadas. A primeira é uma história de crime repleta de acção, com a qual a maior parte dos espectadores se relaciona. A segunda camada exibe uma viagem sobre as ondas do mundo da arte e do cinema do século XX. De Caravaggio a Picasso, Eisenstein a Hitchock e Elvis a Rocky, “Ruben Brandt” é uma mistura colorida de peças de arte modernas e clássicas. Trata-se de uma enciclopédia irrepreensível do cinema e da arte, em que cada momento é recheado de exemplos bem conhecidos da história das artes visuais. Quanto aos meus desenhos neste filme, espero que as pessoas os considerem peculiares e criativos. Pegando no que Godard disse sobre a fotografia ser a verdade e o cinema ser a verdade 24 vezes por segundo, eu afirmaria que, para mim, desenhar é imaginação e os filmes animados são imaginação 24 vezes por segundo.

OS QUADROS ROUBADOS
Frédéric Bazille / Retrato de Renoir (1867)
Sandro Botticelli / O Nascimento de Vénus (c . 1486)
Hans Holbein / Retrato de Antoine, o Duque de Lorena (1543)
Frank Duveneck / Menino a Assobiar (187 2)
Paul Gauguin / Woman Holding a Fruit (1893)
Vincent van Gogh / Retrato do Carteiro Joseph Roulin (1888)
Edward Hopper / Nighthawks (1942)
René Magritte / A Traição das Imagens (1929)
Éduard Manet / Olympia (1863)
Pablo Picasso / Woman with Book (193 2)
Tiziano Vecellio / Vénus de Urbino (15 3 8)
Diego Velázquez / Infanta Margarita Teresa in a Blue Dress (1659)
Andy Warhol / Duplo Elvis (196 4)

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