Revista Bang!
A tua revista de Fantasia, Ficção Científica e Horror, onde podes estar a par das novidades literárias, eventos e lançamentos dos teus autores de eleição.

Breve História da Publicação da Revista Bang!

Quer saber mais sobre a revista Bang!? Leia a história da publicação da revista e o seu percurso ao longo dos anos, contado pelos seus vários editores.

Historia_Bang

Os factos

 

→ Até à data de Setembro de 2013, existem 16 revistas Bang! (15 portuguesas e 1 brasileira);

→ Doze revistas existiram em formato papel, quatro apenas existem em formato digital (#3, #4, #5, #6).

→ As primeiras três (#0, #1 e #2) foram impressas em Formato A5, agrafado com miolo a preto e branco, custavam 3,90€ e foram distribuídas nas livrarias.

→ A revista #7 foi a primeira em formato A4, com miolo a cores e acabamento colado. Todas as revistas que se seguiram passaram a ser feitas neste formato. A #7 teve uma tiragem de 150 exemplares e foi vendida apenas através da nossa loja online a um custo de 5€.

→ Todas as edições desde a #8 estão esgotadas, as primeiras três ainda existem e fazem algumas aparições em feiras e eventos.

→ A colaboração com a Fnac e distribuição gratuita começou na edição #8 em Outubro de 2010 e mantém-se até hoje.

→ O número de páginas das últimas sete revistas varia entre as 80 e as 88 páginas.

O director da publicação foi desde o início Luís Corte Real, editor da Saída de Emergência.

Editor da #0 à #3: Rogério Ribeiro

Editor da #4 à #6: Luís Corte Real

Editor da #7: Nuno Fonseca

Editora desde a #8 (Portugal e Brasil): Safaa Dib

Datas de publicação das revistas físicas: #0 (Novembro, 2005), #1 (Março, 2006), #2 (Novembro, 2006), #7 (Fevereiro, 2010), #8 (Outubro, 2010), #9 (Fevereiro, 2011), #10 (Junho, 2011), #11 (Outubro, 2011), #12 (Março, 2012), #13 (Julho, 2012), #14 (Julho, 2013), #15 (prevista para Outubro 2013), #0 Brasil (Setembro, 2013)

Segue-se um breve testemunho do director da revista e dos três editores que o acompanharam nesta aventura ao longo dos anos.

Luís Corte Real

A revista Bang! nasceu de um grande amor pelo fantástico. E só foi possível concebê-la, mantê-la durante 8 anos e aumentar a qualidade de número para número, graças à disponibilidade de uma equipa maravilhosa de colaboradores. Mas vamos começar pelo início. No distante ano de 2005, o Rogério Ribeiro editava um fanzine chamado Dragão Quântico. E certo dia contactou-me a pedir autorização para usar uma ilustração minha na capa do fanzine (pois é, este vosso editor já foi ilustrador – um dia destes vou colocar alguns dos meus trabalhos esquecidos na página da Bang!). Fiquei impressionado com a qualidade da Dragão Quântico e com a energia do Rogério, como tal, desafiei-o a fazer um upgrade do seu fanzine para algo mais profissional e aproveitando os recursos da editora (que na altura ainda era bem pequena). O Rogério aceitou e assim nasceu a revista Bang!

Os primeiros números tinham um formato pequeno e o miolo a preto e branco. Olho para esses números com carinho pois foi com eles que aprendemos a fazer a Bang! A qualidade está a anos-luz dos números mais recentes mas já se antevê potencial para muito mais. E uma vontade de sermos diferentes, arrojados e criativos. O amor pelo género alimentava-nos e o fandom recebeu-nos com carinho. Algum tempo depois, os custos de impressão obrigaram-nos a abandonar o formato em papel e a revista passou apenas ao digital. Foi com muita pena que algum tempo depois vi o Rogério, por falta de disponibilidade, a abandonar o projeto. Eu, que já paginava a revista sozinho, passei também a editá-la. É então que chega o número 7.

O número 7 é muito importante pois foi novamente em papel. Saiu em 2010 e teve a edição do Nuno Fonseca. A qualidade da revista deu um salto em termos estéticos e de conteúdo, mas o mais importante foi uma reunião que a editora teve com a direção da Fnac. Na altura a literatura fantástica prometia crescer muito e as livrarias queriam conquistar essa nova fatia de leitores. Só não sabiam como fazê-lo de forma diferente. Desafiei a Fnac a oferecer 8500 revistas gratuitas aos seus leitores, posicionando-se assim como a rede onde os leitores do fantástico deviam ir. Foi um desafio arrojado e com tudo para dar mal. Mas deu certo e eles aceitaram. E assim nasceu a revista tal como hoje a conhecem. Em Portugal é distribuída em exclusivo pelas lojas Fnac e os 8500 exemplares voam em poucos dias. O número seguinte já teve edição da Safaa Dib.

Agora chegámos ao Brasil e estamos a replicar a estratégia de sucesso. A Safaa honra os esforços do Rogério e do Nuno: sempre à procura de melhores conteúdos e colaboradores mais inspirados. Eu já não edito os conteúdos (apesar de acompanhar tudo e dar algumas ideias) mas, curiosamente, paginei muito do número zero brasileiro (pois é, este vosso editor por vezes ainda é paginador!) Uma coisa garanto a todos os leitores: não fazemos a revista Bang! porque o fantástico está na moda. Fazemos a revista Bag! pois amamos o género. Somos um de vocês. A única coisa que pedimos aos leitores é que nos mostrem que este esforço vale a pena. Venham a www.revistabang.com e deixem a vossa opinião.

Rogério Ribeiro

rogerfoto2A Bang! surgiu de um convite irrecusável que me foi feito pelo editor Luís Corte-Real. Da parte dele havia o nome da publicação e a vontade de fazer uma revista sobre o Fantástico que viesse reanimar o género em Portugal. Da minha parte, havia a experiência a editar o fanzine Dragão Quântico, que inevitavelmente serviu de modelo ao estilo que decidi imprimir à Bang!, e que, também inevitavelmente teve de ser sacrificado para que existisse o tempo-livre para dedicar à nova publicação.

Foram tempos emocionantes, criando um conteúdo nacional e internacional, misturando contos, excertos de livros, entrevistas e outros artigos, e vendo o Luís criar uma imagem gráfica de alta qualidade, e à qual nunca dedicaria tanto tempo roubado ao trabalho normal de uma Saída de Emergência em crescente afirmação e constante crescimento se não fosse pela evidente paixão pelo projecto.

Poderia aqui contar alguns dos episódios rocambolescos que foram acompanhando a revista, como o seu número inaugural, lançado no Fórum Fantástico 2005, com uma capa “alternativa”, culpa da gráfica, que é hoje um objecto de coleccionador. Ou o jogo de gato e rato de algumas livrarias para não exibirem os exemplares nos seus escaparates. Ao fim de 3 números, e com a passagem da revista para o formato electrónico, as minhas responsabilidades profissionais na altura determinaram que me afastasse da sua edição. Mas foi com prazer que vi o projecto manter-se, e eventualmente retornar ao formato em papel. Hoje, tem piada verificar que a actual editora foi uma das resenhistas do número original. O ciclo fechou-se. A Bang! está bem entregue!

Nuno Fonseca

DSC01004No distante ano de 2009, o Luís Corte Real, interessado em dar uma nova vida e um novo rumo à Bang!, convidou-me para ajudar a editar a revista. Relembro com prazer as conversas que tivemos em torno do que podia e devia ser feito. Ambos acreditávamos ser possível continuar a Bang!, mas que a empresa teria de ser feita em moldes diferentes. Recordo que na altura apoiei entusiasticamente a impressão em papel, que viria a ser a grande novidade. Mas o regresso a um formato físico impunha que houvesse certas opções, a meu ver indispensáveis: uma maior abrangência e categorização dos núcleos temáticos e uma nova concepção do design gráfico (com uma nova filosofia em relação às capas – menos pulp e mais modernas).

Após esse delinear inicial, a minha contribuição concentrou-se na edição pura dos conteúdos, ou seja na escolha de textos e autores e no seu tratamento. Aí preocupei-me em estabelecer uma dose equilibrada de textos, embora com alguma predominância para a ficção. Essencialmente, era importante continuarem a existir vozes nacionais, e abrir o leque de oportunidades a contribuições de outras áreas, também na não-ficção. O resultado geral, apesar de alguns percalços, foi agradável e apesar de o modelo de negócio também não ser perfeito, os conteúdos orgulharam-me. Foi uma experiência curta mas de grande significado para mim e penso que, de certo modo, também para a revista.

Safaa Dib

Safaa SiteLembro-me de uma reunião em 2005 perto do local de trabalho do Rogério em que ele me anunciou entusiasticamente que iria editar uma revista para a Saída de Emergência e que se iria chamar Bang! Mal sabia eu então o quão o meu futuro estaria ligado a essa revista. Acompanhei o seu primeiro lançamento no Fórum Fantástico em Novembro de 2005 e até colaborei como tradutora e resenhista em vários números. Foi uma experiência gratificante, mas a extinção do formato papel fez com que me desligasse da revista por uns tempos. Fast-forward para 8 de Setembro de 2008, dia em que começo a trabalhar na editora Saída de Emergência, como assistente do Luís Corte Real.

Relembro com algum divertimento o quão pouco ainda fazíamos esse ano e o quão pacato ainda era o meu ritmo de trabalho. O ano de 2009 registou uma explosão editorial da nossa parte e desdobrámo-nos em múltiplos projetos. Sabia que o Luís não esquecera a revista Bang! e estava interessado em recuperar a revista em papel, após alguns números em formato digital apenas (#3, #4, #5, #6). Começou com o Nuno Fonseca a explorar novos conceitos e formatos para uma revista mais sofisticada e a pensar em novos modelos de negócio mais eficientes. Um dia, por motivos práticos, tomou a decisão de me nomear editora da Bang!, ao qual inicialmente torci o nariz. Era uma responsabilidade considerável e não sabia se estaria à altura dos novos desafios da parceria com a FNAC. Mas como em tudo o resto que é feito na SDE, não temos tempo para hesitar ou recear. Atiramo-nos de cabeça pela cascata abaixo. Pareceu-me essencial criar uma equipa de colaboradores de confiança e cujos critérios de qualidade estivessem em sintonia com os meus. E também me pareceu essencial equilibrar os conteúdos da editora e os conteúdos que não focam os nossos livros. Em 2013, a revista internacionalizou-se para o Brasil e inaugurou este site. O primeiro número brasileiro será sempre muito especial pelas condições incrivelmente exigentes em que foi criado. Foi só graças a uma fabulosa equipa de colaboradores cuja confiança em mim nunca vacilou que me fez conseguir chegar à meta.

 

Curiosidades:

  • A primeira Bang! de todas foi apresentada no Fórum Fantástico 2005 apenas com a ilustração da capa, sem qualquer tipografia (lapso da gráfica). Hoje é uma edição de colecionador.
  • Entre Julho de 2012 e Julho de 2013, a publicação da revista esteve suspensa durante 1 ano para efeitos de renegociação com as lojas FNAC.
  • A capa da Bang! #7 foi impressa com uma gralha na data. Em vez de Fevereiro de 2010, está indicado o ano 2009.
  • A brincadeira presente na ficha técnica da revista desde a Bang! #8 foi da autoria de Luís Corte Real.
  • As ilustrações das capas #14 e #15 foram especialmente concebidas pelos artistas para a revista.
  • As fontes da capa que são utilizadas desde a edição #11 são desenhadas à mão pelo designer Luís Morcela.
  • A Bang! Brasil #0 foi feita em três meses, de Junho a Agosto de 2013.
  • A editora actual da revista começou nela como resenhista e tradutora de contos.
  • Por questões práticas, nunca foi formalmente aplicado o novo Acordo Ortográfico na revista, apesar de a editora o ter adoptado oficialmente nos seus livros.

   

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